Logística Reversa não é Unanimidade Dentro do Setor Farmacêutico


Criada pela Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei 12.305/10), a logística reversa – responsabilidade compartilhada pelos integrantes da cadeia produtiva pela destinação final de um produto – ainda não é totalmente aplicada dentro do setor de fármacos.

Para o representante da Abrafarma, associação que representa as farmácias, Serafim Branco Neto, os custos do recolhimento e descarte de medicamentos deve ser dividido entre todos os representantes que atuam no setor.

A farmacêutica Francis Somensi é a idealizadora do projeto Farmácia Solidare, em Farroupilha (RS)

“Do nosso ponto de vista, nós teríamos que ter a participação efetiva dos representantes tanto da indústria como também do atacado farmacêutico, que é o distribuidor.”

Serafim participou, com outros representantes do setor, de uma audiência pública promovida pela Comissão de Meio Ambiente da Câmara dos Deputados, nesta terça-feira, sobre a falta de acordo sobre a logística reversa no setor farmacêutico.

O presidente do Sindusfarma, sindicato que representa a indústria de medicamentos, Nelson Mussolini, defende, por exemplo, uma nova lei para tratar do descarte de medicamentos.