Outubro Rosa: verdades e mentiras sobre o câncer de mama

October 16, 2017

 

No mês em que é realizada a campanha mundial Outubro Rosa, dedicada à prevenção do câncer de mama, tiramos dúvidas e checamos boatos sobre a doença. A campanha, criada na década de 1990, tem como objetivo conscientizar sobre o câncer, além de compartilhar informações e proporcionar mais serviços de acesso a exames e tratamentos para a doença. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), depois do câncer de pele não melanoma, o de mama é o tipo mais comum da doença entre as mulheres no Brasil e no mundo, respondendo por cerca de 28% dos casos novos a cada ano. Estimativas do INCA apontam que, para o biênio 2016-2017, o número de novos casos de câncer de mama no país chegue a 57,9 mil.

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Nódulo na mama significa que o câncer está em estágio avançado?

Um dos principais indicativos que aumentam a procura de pacientes por ajuda médica após a suspeita de câncer de mama é a presença de um nódulo no seio. Entretanto, a presença de nódulo não significa, necessariamente, que o câncer está em estágio avançado. De acordo com o chefe do serviço de oncologia do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (HUCFF), Carlos Eduardo Nogueira, a paciente pode ter uma doença indetectável no exame físico e que só aparece na mamografia, e ter repercussões graves, até mais sérias do que uma lesão palpável. Não é uma obrigatoriedade o nódulo significar um estágio grave do câncer de mama.

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Obesidade é fator de risco para o câncer de mama?

Obesidade e sedentarismo não são bons para a saúde em geral. Assim como são fatores de risco para doenças cardiovasculares, são também para o câncer, principalmente o de mama. Outro fator que representa risco para o desenvolvimento de câncer de mama é a reposição hormonal para mulheres com forte histórico familiar de câncer de mama. As reposições até podem ser feitas, desde que com muito cuidado e intenso acompanhamento médico.

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Somente a mamografia é suficiente para diagnosticar o câncer de mama?

Para ter um diagnóstico preciso da doença, o chefe de oncologia do HUCFF pontua que a recomendação é fazer a mamografia, complementada com ultrassonografia da mama ou uma ressonância magnética da mama. Esta última, segundo o médico, é principalmente recomendada para mulheres muito jovens, abaixo dos 30 anos de idade, ou com histórico familiar de câncer de mama na família.

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Todo estágio de câncer é curável?

No estágio mais inicial da doença, chamado de in situ, as chances de cura chegam a 100%. Nesse estágio, o tratamento é basicamente cirúrgico, com no máximo sessões de radioterapia. Nos estágios 1, no qual a doença restrita à mama, e 2, no qual a doença está fora da mama, envolvendo gânglios debaixo do braço, chamados de linfonodos, as chances de cura são entre 65% e 70%. No estágio 3, em que a doença, além dos linfonodos debaixo do braço, envolve também linfonodos acima da clavícula, as chances de cura são em torno de 40% a 50%. Já o estágio 4, o mais agressivo da doença, no qual há metástase, ainda não há cura.

Entretanto, se a mulher tiver acesso a medicações hoje disponíveis, o controle da doença nas pacientes estágio 4 é possível. Ela consegue ter uma sobrevida longa, mesmo com a doença avançada. E, na maioria das vezes, com boa qualidade de vida.

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Homem pode desenvolver câncer de mama?

Embora raro, representando cerca de 1% a 2% de todos os casos de câncer de mama, homens podem desenvolver a doença. O tratamento segue o mesmo sistema do feminino. Entretanto, o diagnóstico é mais complicado. Por ser uma doença rara, os médicos, geralmente, não desconfiam que um homem possa estar com a doença.

 

( O Globo / Site )

Jornalista: Indefinido

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